O Luto
A dor, a culpa e a saudade invadem o coração enlutado. No entanto, é preciso compreender que não sofremos sozinhos; Jesus compartilha da nossa agonia.
Isso nos faz refletir que o Pai não deseja a morte nem o sofrimento, mas permite que, mesmo em um momento desolador, encontremos o despertar de nossa maior força espiritual.
Diferente do senso comum que diz que "com o tempo a gente se acostuma", a psicanálise e a fé nos ensinam que o luto não é sobre o esquecimento ou a habituação. Não se trata de acostumar-se com a falta, mas de ressignificar a ausência.
O desafio é aprender a viver plenamente a presença que permanece através dos ensinamentos e das experiências vividas com nossos entes queridos.
Por isso, não permita que a culpa ou o desespero sejam o vento que o arrasta. Deixe que a esperança em Cristo seja o guia, fundamentada na promessa do reencontro e na reconciliação conosco mesmos.
Enquanto honrarmos esses ensinamentos, eles continuarão vivos em nós. A saudade ainda fará brotar lágrimas, mas teremos a certeza de que o amor deles e o consolo de Cristo nos envolvem. Esse amor torna-se o sopro que nos devolve o sorriso e o sentido de viver.


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